Raios de Vivência











{agosto 25, 2007}   Faleceu virou estrelinha?

Ontem, ao assistir o filme “Xuxinha e Guto contra os monstros do espaço” com meus alunos, pude lembrar-me de algumas situações delicadas que já passei em meu cotidiano nas escolas as quais fui e sou funcionária…

Uma fala da Xuxinha me chamou muita atenção: Eu to com medo! As pessoas se machucam, a vovó e o vovô podem morrer, podem acontecer tantas coisas tristes para quem vive no mundo…

Às vezes fico me questionando: Como tratar de assuntos tão delicados como a MORTE com nossos alunos de educação Infantil e ensino fundamental? Como falar nessas circunstâncias?

Será que o que escutamos na nossa infância ainda é conveniente falar, como por exemplo: A titia, ou o papai, o vovô (seja quem for) virou uma estrelinha e vai estar sempre ao seu lado? Ou até… O papai do céu levou tal pessoa para o seu lado e ele está muito feliz em poder acompanhá-lo lá de cima? Como fazer nas datas comemorativas?

Às vezes eu invento histórias aos meus alunos baseado em tudo o que me foi dito um dia, sei que não poderei suprir a vontade de estar perto, a saudade… Mas, gostaria de poder ajudá-lo entender um pouco mais.

Sei que esse assunto é delicado, portanto peço que opinem!

Beijos a todos (as)

Ana Paula Mota

  

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Oi Paula, tudo bem?
Sabe que essa é uma pergunta que me faço as vezes também? Como falar da morte com crianças? Eu me lembro de alguma coisa das aulas de Psicologia que falavam sobre isso. Nessas horas me culpo por não ter prestado atenção nessas coisas. Acho que me lembro da professora falando que somente a partir de certa idade que as crianças identificam o que é a morte, assim como passam a saber o que quer dizer ontem e amanhã também depois de um tempo. É algo difícil. Deixe eu compartilhar algo que ouvi no meu trabalho outro dia. O genro da mulher que cuida da parte de limpeza e entregas da empresa morreu. Um rapaz novo e com 5 filhos (caraca, tem gente que ainda tem 5 filhos hoje em dia!). Essa senhora nos disse que chamou as 5 crianças (a maior deve ter no máximo 7 ou 8 anos) e disse algo assim: “É o seguinte seu pai morreu, ele não volta mais pra casa e voceis tem que se acostumar com isso”. Chocante não? Bom eu fiquei chocado. Como alguem pode dizer a uma criança que o seu pai (não me lembro da idade para dizermos a uma criança sobre a morte, mas tenho certeza que o significado de pai aprendemos muito mais cedo) que ele não volta mais? Sabe para adultos a hora da morte já é muito difícil; não precisamos dizer nada as pessoas, palavras só aumentam a dor, basta abraçá-las. Imagina como deve ser para uma crinça? Não sei quando aos outros, ou a o q a psicologia diz, mas eu acredito que não há ter sentimentos. Emocionalmente demoramos para amadurecer, mas é no tratamento de questões como a morte que podemos definir o futuro de esperanças ou desilusões de uma criança.



OLÁ FÁ…
MUITO OBRIGADA PELO SEU COMENTÁRIO!!!FOI MUITO SIGNIFICATIVO PARA MIM!
QUANDO AS COISAS ACONTECEM FICAMOS EM DÚVIDA… E AGORA? O QUE VAMOS FALAR PARA AS CRIANÇAS?
ÀS VEZES QUEREMOS FANTASIAR… CONTAR HISTÓRIAS PARA NÃO CHOCAR MUITO(TER O PRIMEIRO IMPACTO…PERDA).
GOSTEI DO EXEMPLO. TALVEZ SER SINCERA LOGO DE CARA PODE SER A MELHOR FORMA DE NÃO CRIAR EXPECTATIVAS!
MINHA ALUNINHA FALAVA PARA MIM: PRÔ, MEU PAI AGORA VIROU UMA ESTRELINHA, MAS, QUANDO ELE VOLTAR EU TE APRESENTO PARA ELE!



Pri says:

Oi Ana,
vamos ver se posso ajudar com o pouco que sei.
Bem, o ideal é explicar para a criança o que é a morte. Antes de qqer coisa. Depois é dizer quem morreu.
Tem um livro mto legal da casa do Psicólogo, que preciso ver o nome, mas algo a ver com a morte para as crianças. Acho perfeito. Se quiser posso te mostrar depois.
Bem, converse, na linguagem da criança. Q todos passam por um processo de ser bb, criança, adulto e velhinho. Depois que ficam velhinhos, vai chegar uma hora em que eles vão morrer. Isso significa que assim como uma plantinha, uma flor, um cachorro, as pessoas nascem, crescem e morrem. Morrer é não poder mais estar ao lado das pessoas que ama, é não poder mais ir para as festas, passeios, etc. Morrer é não voltar mais. Assim como as plantinhas qdo morrem, elas não voltam mais. Exitem pessoas que não esperam ficar velhinhos para morrer. Tem pessoas que morrem bbs, ou enquanto é criança ou adulto. Nós nunca sabemos qdo vamos morrer. Mas qdo isso acontece, apesar da pessoa não poder mais estar junto com a gente, nós sempre vamos poder lembrar da pessoa e dos momentos que passamos com ela. Tente pegar exemplos concretos, perguntando se ele conhece alguém q o cachorrinho ou gatinho morreu, ou se ele já viu uma planta morrer.
É isso aí!
Bjs



raiosdevivencia says:

OLÁ PRI…
PRIMEIRAMENTE GOSTARIA DE AGRADECER PELA SUA VISITA!!! FIQUEI MUITO FELIZ COM SUAS CONTRIBUIÇÕES QUE PARA MIM FORAM MUITO SIGNIFICATIVAS!!!
NA REALIDADE NUNCA HAVIA PENSADO QUE ENCONTRARIA ESSES TIPOS DE REALIDADES EM MINHAS VIVÊNCIAS, SABE? DE IMPACTO FICAMOS SEM RESPOSTAS EM DETERMINADOS ASSUNTOS! ACHEI INTERESSANTE COLOCAR A PROBLEMATIZAÇÃO COM ASSUNTOS QUE ELES MESMOS VIVENCIAM TORNANDO SIGNIFICATIVO PARA A PRÓPRIA CRIANÇA. cOM CERTEZA MINHA POSTURA MUDOU APÓS SEU COMENTÁRIO E SOU GRATA À VOCÊ!!!
SE VOCÊ PUDER ME EMPRESTAR O LIVRO!!! GOSTARIA MUITO DE LER!!!!
OBRIGADA!!!
BEIJOS….
ANA PAULA MOTA



Karen says:

Oi Ana,

Bem, eu sempre acho bom falar a verdade, a criança precisar ter confiança em você, então, vejo a verdade como o melhor caminho, depois podemos criar uma expectativa falsa… e gerar um conflito ainda maior…
Claro, que num tom suave… também de nada adiantaria sermos secos… tudo deve ser dito de forma esclarecedora e terna, para que a criança comece a se habituar com a perda…comigo, por exemplo sempre deu certo…

Não sei se deu pra ajudar…

Beijos



raiosdevivencia says:

OLÁ PROFESSORA!!!!
OBRIGADA PELA SUA CONTRIBUIÇÃO NO NOSSO BLOG!!!!
TAMBÉM ACHO QUE A CONFIANÇA É A BASE DO RELACIONAMENTO ENTRE A CRIANÇA E UM ADULTO! E POR CONSEQUÊNCIA A REALIDADE. TODA CRIANÇA OU ADULTO (INDEPENDENTE DA FAIXA ETÁRIA) DEVE ABDICAR DAS MÁSCARAS!!!
OBRIGADA, NOS AJUDOU MUITO!!!
BEIJOS à MINHA ETERNA TEACHER….
ANA PAULA MOTA



Rodolfo says:

Adorei essa historia eu gostadia que vc me emviasse uma mensagem ou historia de uma criança que não aproveitou su infãncia fico muito grato.
Rodolfo



raiosdevivencia says:

OLÁ RODOLFO, TDO BEM?!?!
ENTRE EM CONTATO COMIGO VIA E-MAIL, OK?!?!
ANYS_MOTA@YAHOO.COM.BR
ASSIM CONVERSAMOS MELHOR!!!
OBRIGADA PELA SUA PARTICIPAÇÃO!!!
BEIJOS….
ANA PAULA MOTA



Zélia Maria de Olliveira Baptista says:

Sou educadora e trabalho com cianças há 20 anos. Para os reencarnacionistas esse processo é ligeiramente, menos dolorido porque promovemos esta reflexão constantemente. Sugiro a todos o livro de Léo Buscáglia, “A História de uma Folha” para fomentar discussões sobre o tema. Para mim, o mais importante é falar muito sobre o assunto, apontar possibilidades para o pós morte, levantar hipóteses e deixar que a criança escolha como elaborar a sua dor. Estar perto e acolher esta dor, é que me parece funadamental. Penso que esta dificuldade é caracteristica da cultura ocidental e que Educar Para a Morte, talvez pudessa se transformar, um dia, em tema Transversal e desta forma ser abordada com mais naturalidade. Busquemos o nosso caminho com respeito, sempre! Abraços e flores!
Zélia Maria O. Baptista



raiosdevivencia says:

Olá Zélia Maria!
Agradecemos seu comentário e contribuição no nosso blog! Com certeza Este deveria ser um assunto que deveria ser abordado com mais naturalidade, pois esse é o processo”natural” das coisas, certo?
Porém, não deixa de ser um assunto delicado, devido às culturas miscigenadas, crenças e costumes particulares.
É importante que cada profissional como você mesmo escreveu siga sempre respeitando isso…. Beijos…. Ana



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